Início / Conteúdo / As 5 gerações de tomógrafos

Artigo

As 5 gerações de tomógrafos

Cada geração nasceu para resolver o limite da anterior, quase sempre o tempo de exame. Veja o que mudou em cada uma.

"Geração" é o nome dado a cada grande mudança na forma como o tubo e os detectores se movem em torno do paciente. Cada uma nasceu para resolver o limite da anterior, quase sempre o tempo de exame.

GeraçãoFeixe e detectoresMovimentoTempo por corte
1ªFeixe fino como um lápis e um único detectorTranslação e rotação: varre em linha reta, gira um grau, varre de novoVários minutos
2ªFeixe em leque estreito e um pequeno grupo de detectoresAinda translação e rotação, com passos de rotação maioresDe dezenas de segundos a cerca de dois minutos
3ªFeixe em leque largo, cobrindo todo o paciente, e um arco com centenas de detectoresSó rotação: tubo e detectores giram juntosPoucos segundos, depois frações de segundo
4ªAnel fixo de detectores em toda a volta do gantrySó o tubo giraPoucos segundos
5ªFeixe de elétrons desviado por campos magnéticos sobre alvos fixos em arcoNenhuma parte mecânica giraCentésimos de segundo

O que cada geração resolveu

  • Da 1ª para a 2ª: mais detectores medindo ao mesmo tempo, então menos passos e menos tempo.
  • Da 2ª para a 3ª: acabou o vai e vem. Com o leque cobrindo o paciente inteiro, basta girar. É a geometria que venceu: quase todos os tomógrafos atuais descendem dela.
  • A 4ª: tentou resolver o artefato em anel da 3ª geração, mantendo os detectores parados. Exigia muito mais detectores e perdeu espaço.
  • A 5ª: feita para o coração, que não para de se mover. Sem massa girando, o corte sai rápido o bastante para congelar o batimento. Ficou restrita a poucos centros.

E os equipamentos de hoje

Os tomógrafos atuais usam a geometria da 3ª geração com dois avanços que vieram depois:

  • Anéis deslizantes e aquisição helicoidal: sem cabos para enrolar, o conjunto gira sem parar enquanto a mesa avança.
  • Múltiplas fileiras de detectores: vários cortes a cada volta, cobrindo um volume inteiro em segundos.

Atenção à numeração

As cinco primeiras gerações são consenso. Depois delas, alguns autores chamam o helicoidal e o de múltiplos cortes de 6ª e 7ª gerações, e outros os tratam como evoluções da 3ª. O que importa é reconhecer a geometria e entender o problema que cada uma resolveu.

Por que isso interessa a quem faz manutenção

  • O artefato em anel é característico da geometria de 3ª geração: um canal de detector com resposta diferente desenha um círculo na imagem. Daí a importância das calibrações.
  • Anéis deslizantes e escovas, que viabilizaram a rotação contínua, são itens de inspeção e troca na preventiva.
  • Mais velocidade de rotação significa mais esforço mecânico: rolamento, correia, balanceamento e fixação de cada peça do conjunto rotativo passam a ser críticos.

Quer ir além? O curso é gratuito

Este conteúdo faz parte do curso Fundamentos de Tomografia, da NDX Academy: vídeos, podcast, ferramentas interativas, questionário e certificado. A inscrição leva um minuto.

Conteúdo educativo da NDX Academy. Em qualquer intervenção no equipamento, siga o procedimento do fabricante e as normas de proteção radiológica em vigor.

WhatsApp